Ementa de Oficina de leitura equilibrista

Resumo da Oficina 

Inventando o gênero rap-sódia, híbrido dos gêneros literário-musicais erudito da rapsódia e popular do rap, o propósito da oficina é proprorcionar leituras terapêutico-antropófagas de um rap-poema dada digital que problematiza – Ai que preguiça! – a fisiognomia e o caráter de heróis, anti-heróis, super-heróis, heroínas e crianças.

 

Ementa detalhada da Oficina: Inventando um gênero literário híbrido antropofagicamente composto pelo gênero literário ou musical erudito denominado rapsódia – que encadeia tradições e estilos musicais ou literários heterogêneos diversos - e pelo gênero literário-musical popular urbano denominado rap - um tipo de canto-poema rimado e rap(idamente) declamado/cantado, inventado por comunidades afro-descendentes de países americanos outrora colonizados –, o propósito da oficina de leitura equilibrista intitulada “Agora eu era herói: uma rap(sódia) terapêutico-antropófaga da fisiognomia e do caráter de heróis, anti-heróis, super-heróis, heroínas e crianças” é o de levar os participantes a realizarem leituras terapêutico-antropófagas da exibição fílmica do rap-poema digital dada de título homônimo, aleatoriamente produzido ao modo dadaísta de uma colcha de retalhos vista como uma composição de enxertos remissivos citacionais à semelhança das colagens de Kurt Schwitters (1887-1948) e Hans Arp (1886-1966). Tanto a produção do rap-poema dada digital quanto as inúmeras leituras terapêutico-antropofágicas equilibristas e não-dogmáticas possibilitadas pela sua encenação fílmica constituem experimentos  – ditos terapêuticos, no sentido wittgensteiniano, e antropófagos, no sentido do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade – de produção de sentidos com base em conexões analógicas casuais, isto é, por semelhanças de família. Visualmente, o rap-poema dada digital se assemelha a um álbum ou a uma colcha de retalhos composta descontinuamente por caixas de textos ou de imagens que remetem, mediante hiperlinks,  a vídeos que encenam metonímica ou rap-sodicamente o enredo que o rap-poema dada problematiza – Ai que preguiça! –, qual seja, a fisiognomia e o caráter de heróis, anti-heróis, super-heróis, heroínas e crianças. Por sua vez, a encenação fílmica do rap-poema é produzida através de um percurso aleatório – porém, pré-definido pelos produtores do filme – das caixas de textos ou imagens que o compõem. Assim, a encenação fílmica da rap-sódia proporciona aos rapleitores a chance de se envolverem com uma experiência de leitura equilibrista de produção de significados e sentidos muito diferente daquela proporcionada por textos verbais e argumentativos característicos do mundo acadêmico, semelhante, porém, àquela que constitui ou se produz no ato de leitura investigativa através de ferramentas de busca em sites da internet. As significações e sentidos diversos produzidos por parte d@s rapleitor@s não devem ser vistos como intencionais, subjacentes ou supostamente ocultos no rap-poema ou em sua encenação fílmica, ainda que tais produções tenham sido propositalmente orientadas por um apelo de problematização do caráter - agonístico, competitivo, violento, vingativo, vaidoso, estratégico, astucioso, ardiloso, ilusionista - constitutivo das fisiognomias quase sempre maniqueístas, supra-humanas, mascaradas, belicistas, machistas e adultocêntricas de heróis, anti-heróis, super-heróis e heroínas construídas ao longo da história da filosofia, da literatura, das artes, do cinema e dos quadrinhos, imagens estas que têm sido reiteradamente mobilizadas e comercializadas como modelos (ou anti-modelos) ideológicos formativos de crianças de quase todas as épocas e nações. Talvez seja por isso que narrativas ficcionais produtoras de heróis, anti-heróis, super-heróis e heroínas sempre os encenem já adultos – el@s são sempre não-crianças, com a exceção, talvez, de Macunaíma, que já nasce herói, ainda que sem nenhum caráter –, e que as raras memórias de seus tempos de crianças só muito recentemente comecem a adentrar as salas de cinema com o propósito de se descontruir derridianamente a ideológica imagem de herói.

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